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Com a compra do BIG, Carrefour vai liderar varejo no Brasil. O que muda para o consumidor?

O Carrefour deu partida na compra da rede BIG, ex-Walmart Brasil, com isso deve se tornar líder do setor de varejo alimentício do Brasil, com participação de 25% do mercado do país. A aquisição, que vai custar R$ 7,5 bilhões ao Carrefour, só deverá estar concluído no início de 2024.

Com a compra do BIG, firmada no primeiro trimestre do ano passado e homologada agora pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Carrefour passa a ter mais de 1 mil lojas e 150 mil funcionários. Isso o torna, o maior empregador privado da América do Sul.

Como fica o comando da rede

A integração envolve ainda uma reorganização em todo o comando da operação. Patrice Etlin, sócio-executivo da Advent na América Latina, que entra no capital do Carrefour Brasil junto ao a varejista americana Walmart, com 5,6% de participação, ganha assento no Conselho. Abílio Diniz, que detém 7,2% do capital por meio da Península, empresa de participações de sua família, ascende à posição de vice-presidente do colegiado. Com 67,7% da operação brasileira, o Carrefour global conserva a cadeira de presidência do conselho, com Maquiare, além de metade dos assentos. Mas, além do papel de vice-chairman, Diniz presidirá ainda dois dos três dos comitês ligados diretamente ao conselho, de Pessoas e Cultura.

Para manter a proximidade com cliente, o processo de integração procurará preservar as marcas mais conhecidas do público. Profissionais que estavam no comando dos mercados da rede adquirida ganham lugar no novo comitê executivo do Carrefour, que terá 12 membros, alguns deles trazidos de mercado. Tanto no conselho de administração quanto no comitê executivo, o Carrefour buscou incluir executivos de mercado que se destacam em inovação e tecnologia.

O que muda para o consumidor

Juntas, as duas empresas tiveram vendas brutas de cerca de R$ 100 bilhões em 2020. Segundo especialistas, a negociação tem um forte lado estratégico para o Carrefour, e, ao menos num primeiro momento, não deve haver reajuste nos preços dos produtos. O primeiro passo da nova rede seria investir em regiões onde possuía penetração limitada, como o Nordeste e Sul do país. Já o Instituto de Defesa do Consumidor aponta riscos com a maior concentração de mercado.

Uma mudança importante será nas marcas. O Carrefour deixará de usar as marcas do Grupo Big em quase todas as lojas. As lojas Maxxi se tornarão unidades do Atacadão. Parte dos supermercados Big e Big Bompreço virarão Atacadão ou Sam’s Club – que continuará existindo, no mesmo formato. As demais lojas (Super Bompreço, Nacional e TodoDia) serão convertidas para a bandeira de hipermercado Carrefour.

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