O pesadelo de todas as famílias em 2024 foi o preço da comida. O custo do alimento é o mais sensível, bate no orçamento familiar, aumenta o mau humor da população com os governos. Mas, economistas afirmam que o pior passou. Alguns preços continuarão pressionados, mas a inflação de alimentos deste ano deve ser mais baixa do que no ano passado.
A inflação no domicílio deste ano deve ficar em torno de 6% a 6,5%. Tudo depende muito do que vai acontecer com a taxa de câmbio. O alívio deve vir da supersafra de soja deve derrubar as cotações internacionais, reduzir o preços da ração, que, por sua vez, diminui o custo de aves e suínos. A carne bovina, no entanto, continua com ciclo de alta. E o café continuará amargo.
As notícias recentes são de que a produção de soja, apesar de alguma quebra no Mato Grosso do Sul, no Paraná e no Rio Grande do Sul, será excepcional no Centro-Oeste e alguns falam em 170 milhões de toneladas. Segundo especialistas, provavelmente, acontecerá o mesmo com o milho. A safra de grãos será boa e dá para dizer que os preços terão um alívio.
No ano passado, os preços de alimentos subiram muito, depois da deflação em 2023. Laranja teve alta de 48%, carnes 20%, café, 40%. Tudo isso e o câmbio subindo no fim do ano puxaram para cima o IPCA.