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As 500 maiores fortunas do mundo cresceram a um recorde de US$ 2,2 trilhões em 2025

As 500 pessoas mais ricas do mundo acrescentaram um recorde de US$ 2,2 trilhões às suas fortunas conjuntas neste ano, em grande parte graças ao forte avanço de diversos mercados, como ações, criptomoedas e metais preciosos, segundo o Bloomberg Billionaires Index. Os ganhos elevaram o patrimônio líquido conjunto das 500 pessoas do ranking para US$ 11,9 trilhões.

As grandes empresas de tecnologia lideraram o avanço, já que a euforia em torno da inteligência artificial continuou impulsionando as ações de grande capitalização nos Estados Unidos. Cerca de um quarto de todos os ganhos registrados pelo índice de riqueza da Bloomberg veio de apenas oito pessoas, entre elas o presidente da Oracle, Larry Ellison; o diretor executivo da Tesla, Elon Musk; o cofundador da Alphabet Inc., Larry Page; e o fundador da Amazon.com, Jeff Bezos.

Ainda assim, essa contribuição foi menor do que a do ano passado, quando esses mesmos oito bilionários responderam por 43% do total dos ganhos.

Quando o ano começou, Musk era, sem discussão, o nome mais destacado na lista dos mais ricos do mundo. Ele se tornou pela primeira vez um ator político de peso após doar quase US$ 300 milhões à campanha de reeleição de Trump e passou grande parte dos primeiros meses de 2025 em Washington, liderando os esforços do governo para cortar custos.

No entanto, foi Ellison — e não Musk — quem acabou chamando mais atenção. Impulsionado por uma forte alta das ações da Oracle, graças aos seus enormes investimentos em inteligência artificial, Ellison superou brevemente Musk como o homem mais rico do mundo em setembro.

Embora as ações da Oracle tenham recuado cerca de 40% em relação ao pico posteriormente, Ellison terminou o ano em destaque nos noticiários por sua participação na oferta da Paramount Skydance, liderada por seu filho David Ellison, para adquirir a Warner Bros. Discovery.

Os ganhos não se limitaram aos Estados Unidos. Enquanto o índice S&P 500 registrou uma alta anual de 17% até 30 de dezembro, ele foi superado por um avanço de 22% do FTSE 100 do Reino Unido e por um salto de 29% do Hang Seng de Hong Kong.

Outras classes de ativos tiveram desempenho ainda melhor. Os metais preciosos registraram um de seus melhores anos em décadas, em meio a uma forte busca por ativos de refúgio, enquanto o cobre e as terras raras também emergiram como commodities de grande importância geopolítica.

Entre os principais beneficiados estiveram a magnata da mineração australiana Gina Rinehart e a família Luksic, do Chile, que acrescentaram bilhões de dólares às suas fortunas.

Antes de uma recente liquidação em massa, as criptomoedas também estavam a caminho de superar o desempenho das ações no ano. O bitcoin atingiu máximas históricas após a vitória eleitoral de Trump e ampliou esses ganhos depois que o governo aprovou uma série de políticas favoráveis ao setor.

No entanto, uma forte queda iniciada em outubro apagou todos esses ganhos e ainda mais, atingindo a riqueza de bilionários como os irmãos Winklevoss, Changpeng Zhao e Michael Saylor.

A seguir, uma lista de alguns dos maiores ganhadores e perdedores do ano, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

Larry Ellison

  • Patrimônio líquido: US$ 249,8 bilhões
  • Ganho anual: US$ 57,7 bilhões

Aos 81 anos, o cofundador da Oracle está assumindo mais responsabilidades na gestão diária da empresa e lidera sua enorme aposta em infraestrutura de inteligência artificial. O patrimônio líquido de Ellison aumentou em US$ 89 bilhões em 10 de setembro, após um sólido relatório trimestral de resultados ligado aos planos de expansão em IA da Oracle — o maior aumento de riqueza em um único dia já registrado pelo índice da Bloomberg até então.

Elon Musk

  • Patrimônio líquido: US$ 622,7 bilhões
  • Ganho anual: US$ 190,3 bilhões

Depois de se tornar o maior doador das eleições de 2024, Musk passou grande parte da primavera em Washington, enquanto seu Departamento de Eficiência Governamental cortava verbas e promovia demissões em massa em agências federais. Isso teve um custo para seu patrimônio, já que as ações da Tesla foram duramente atingidas, em parte pela rejeição de consumidores à sua atuação política.

No entanto, sua fortuna se recuperou depois que ele deixou a Casa Branca, após um confronto público com Trump. Uma recente venda interna de ações da SpaceX transformou a empresa na companhia privada mais valiosa do mundo e elevou sua riqueza para acima de US$ 600 bilhões pela primeira vez.

Gina Rinehart

  • Patrimônio líquido: US$ 37,7 bilhões
  • Ganho anual: US$ 12,6 bilhões

Poucos bilionários se beneficiaram tanto neste ano da corrida para garantir o fornecimento de terras- raras quanto a pessoa mais rica da Austrália. Principalmente por meio de sua empresa privada, a Hancock Prospecting, Rinehart reuniu o maior portfólio de terras- raras fora da China e se posicionou como uma figura-chave na batalha geopolítica pelo controle desses materiais, essenciais para tecnologias como semicondutores e veículos elétricos.

Donald Trump e sua família

  • Patrimônio líquido: US$ 6,8 bilhões
  • Ganho anual: US$ 282 milhões

Desde o início de sua campanha de reeleição, Trump e sua família se envolveram em uma série de negócios que enriqueceram o clã em uma escala sem precedentes na história presidencial moderna. Nos últimos 15 meses, a fortuna da família cresceu cerca de 70%, mesmo após uma queda recente.

Nos dias que antecederam sua segunda posse, Trump e sua esposa, Melania, promoveram um par de memecoins com seus nomes, que subiram fortemente antes de despencar. Ainda assim, o token de Trump acrescentou mais de US$ 200 milhões à riqueza familiar, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

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