Em meio às ondas de calor, o Brasil nunca produziu tanto ar-condicionado. Foram fabricadas 5,88 milhões de unidades na Zona Franca de Manaus em 2024 – ano considerado o mais quente no país desde 1961 pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Trata-se do maior volume anual já produzido desde 2015. O aumento foi de 38% em relação a 2023, quando 4,25 milhões foram vendidas. O Brasil tem o segundo maior polo produtor de ar-condicionado do mundo, perdendo apenas para a China.
Para este ano, a expectativa é de um crescimento mais moderado da produção, com altas entre 8% e 10%. Apesar de o calor continuar forte, o que estimula a demanda das famílias pelos equipamentos, as condições econômicas são menos favoráveis este ano.
A subida da taxa de juros, que pode chegar a 15% ao ano até o fim de 2025, deixa o crédito mais caro. E, por se tratar de um produto com preço mais elevado, muitos itens são comprados de forma parcelada.