O Ministério do Trabalho e Emprego anunciou nesta quarta-feira (26) que 137.303 vagas formais de emprego com carteira assinada foram criadas em janeiro, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Em janeiro, houve 2.271.611 admissões e 2.134.308 desligamentos. Foram registrados saldos positivos nos setores de serviços (+45.165 ), indústria (+70.428), construção (+38.373), e agropecuária (+35.754). Apenas o setor de comércios registrou mais demissões do que contratações (-52.417).
O resultado de janeiro representa uma redução de 20,7% em relação ao mesmo mês no ano passado, quando foram geradas 173.233 vagas formais de trabalho.
Em entrevista nesta quarta, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho atribuiu a diminuição ao alta de juros pelo Banco Central (BC), que aumentou em janeiro a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, para 13,25% ao ano.
É um número menor do que o do ano passado, acredito eu que pelo impacto do aumento de juros inibe o investimento e estrangula o orçamento (…) É uma imbecilidade, nós precisamos estimular o crescimento da economia, produzir mais para controlar a inflação, não é inibir, se a gente inibe créditos e aumenta juros você inibe investimento — afirmou Marinho
No acumulado dos últimos doze meses, entre entre fevereiro de 2024 e janeiro deste ano, foram abertas 1.650.785 vagas. O resultado é 6,8% maior que o observador no período de fevereiro de 2023 a janeiro de 2024.
Após a divulgação, o mercado reagiu de forma negativa: o dólar, que estava caindo, passou a subir e avançava 0,51%, a R$ 5,784, às 11h29. Já o Ibovespa, que abriu os negócios em alta, devolveu os ganhos e recuava 0,33%, a 125.558 pontos, às 11h14. A deterioração dos ativos ocorre à medida que a resiliência do mercado de trabalho eleva as projeções de aumento na inflação, o que, por sua vez, indica que o BC deve manter a Selic alta por mais tempo.