Os investidores ao redor do mundo assistiram os principais mercados acionários do mundo derreterem nesta quinta-feira (3), um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor tarifas às importações de mais de 60 países.
Empresas conhecidas e consolidadas — em especial, as ligadas ao consumo — não ficaram de fora das fortes quedas. Apple, Nike, General Motors, todas cederam diante das expectativas de que as tarifas de Trump possam não só encarecer suas produções, mas também pressionar o consumo dos americanos. Companhias de fora dos EUA, como a Samsung, também recuaram.
Veja a perfomance das ações de empresas ligadas ao consumo ao redor do mundo:
- Apple (AAPL): -9,32%;
- Nike (NKE): -14,44%;
- General Motors (GM): -4,34%;
- Ford (F): -6,01%;
- Samsung: -2,04%;
- Stellantis (STLAM): -8,06%;
- Tesla (TSLA): -5,41%;
- Walmart (WMT): -2,79%;
- Toyota: -5,18%;
- Abercrombie & Fitch (ANF): -15,75%;
- Panasonic: -7,43%;
- Dell (DELL): -18,99%.
As chamadas tarifas recíprocas anunciadas ontem impõem taxas mais altas a uma série de países que se tornaram importantes centros de produção alternativos, especialmente para as companhias americanas.
As taxas subiram para 46% no Vietnã, um local vital para empresas como a Apple e a Nike. O Camboja, onde a Abercrombie & Fitch obtém cerca de um quinto de suas mercadorias, enfrentará uma taxa de 49%. A Indonésia, onde a japonesa Panasonic está entre os produtores, foi atingida por 32%.
A forte queda das companhias acabou levando a uma sangria nos índices globais. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones recuou 3,98%, a 40.545 pontos, o S&P 500 perdeu 4,84%, a 5.396 pontos, e o Nasdaq cedeu 5,97%, a 16.550 pontos.
Na Europa, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, recuou 1,55% e o DAX, de Frankfurt, cedeu 3,01%. O CAC 40, de Paris, caiu 3,31%. Na Ásia, as principais Bolsas do continente também fecharam com desvalorização:
- Tóquio: – 2,77%
- Shenzhen: – 1,40%
- Xangai: – 0,24%
- Hong Kong: – 1,52%
- Seul: – 0,76%