O setor público consolidado registrou um déficit primário (quando se desconta o pagamento dos juros da dívida) de R$ 66,6 bilhões em julho deste ano, de acordo com dados do Banco Central. O déficit é três vezes maior do que o resultado negativo de R$ 21,3 bilhões registrado em julho do ano passado.
Os dados do setor público consolidado levam em conta os resultados fiscais de União, estados, municípios e empresas estatais (exceto setor financeiro e Petrobras).
O déficit acontece quando as despesas do governo são maiores que suas receitas com tributos e impostos. O mesmo acontece nos casos das empresas estatais, mas com suas receitas de serviços e produtos.
O resultado refletiu os déficits de R$ 56,4 bilhões do governo federal e de R$ 8,1 bilhões das estatais, e R$ 2,1 bilhões dos estados e municípios.
Em doze meses, o setor público consolidado acumulou superávit primário de R$ 27,3 bilhões, o que representa 0,15% do PIB.
Ao se considerar o critério nominal, que engloba as despesas com juros da dívida pública, houve déficit de R$ 109 bilhões em julho. No acumulado de doze meses, houve déficit nominal de R$941,2 bilhões (7,63% do PIB).
Dívida Bruta
O BC ainda divulgou o número da dívida bruta do Brasil em julho, que voltou a subir e atingiu R$ 9,6 trilhões, o que equivale a 77,6% do PIB, um crescimento de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior.
O cálculo leva em conta o governo federal, INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e governos estaduais e municipais. Este é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na avaliação da saúde das contas públicas.
Segundo o BC, a variação mensal da dívida bruta foi puxada para cima pelos juros nominais apropriados (alta de 0,8 ponto percentual), das emissões líquidas da dívida (alta de 0,4 ponto percentual) e pelas variação do PIB nominal, que teve redução de 0,4 ponto percentual.
Dívida líquida
Enquanto isso, a dívida líquida, que desconsidera os ativos do governo, subiu a 63,7% do PIB em julho, chegando a R$ 7,9 trilhões, um crescimento de 0,8 ponto percentual em comparação com o mês anterior.