O mercado financeiro começa a calcular os impactos da guerra no Oriente Médio na economia global. De imediato, os principais efeitos são a elevação no preço do petróleo, valorização do dólar e do ouro e possíveis impactos inflacionários mundo afora.
Especialistas imaginam que o barril de petróleo do tipo Brent, referência internacional, alcance US$ 100, dadas as instabilidades no Oriente Médio. Segundo dados do Boletim Estatístico Anual de 2025 da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Irã é o oitavo maior produtor de petróleo bruto do mundo, com 3,2 milhões de barris produzidos diariamente em 2024. Se considerados apenas os membros da organização, o país sobe para a quarta posição.
Mas esse não é o único fator que pode impactar o preço do petróleo por causa dos conflitos. Horas após os primeiros ataques dos EUA e de Israel no Irã, no sábado, a Guarda Revolucionária do Irã informou que nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz, principal rota de navios petroleiros na região.
Diariamente, cerca de 20 milhões de barris de petróleo e grandes volumes de GNL atravessam a passagem, cerca de 25% do consumo mundial da commodity. Por isso, qualquer interrupção no tráfego pode provocar alta nos preços e instabilidade nos mercados internacionais.
De acordo com especialistas da indústria e dados marítimos analisados pelo New York Times, o tráfego de embarcações na região caiu 70% até a noite de sábado. Já segundo a agência Reuters, 150 navios petroleiros e de GLN estão parados nas proximidades.
E o dólar ?
O cenário de instabilidade mexe com os investidores, que buscam refúgio em ativos historicamente mais seguros. Especialista em câmbio acreditam numa valorização do dólar, do ouro e de títulos do tesouro americano.