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Bradsaúde: O que muda para o consumidor com o novo conglomerado de saúde do Brasdesco

O grupo Bradesco Seguros anunciou a criação da Bradsaúde, nova companhia que irá incorporar os serviços da Bradesco Saúde, Odontoprev e Mediservice. Mas qual será o impacto para o consumidor?

Especialistas acreditam que, embora não haja grandes mudanças diretas a curto prazo, o novo conglomerado pode ter impactos futuros nos preços de serviços de saúde.

Os planos de saúde e odontológicos serão unificados?

O Bradesco Saúde e a Odontoprev irão continuar operando com seus portfólios próprios e contratos independentes, de forma que os planos não serão unificados.

A rede credenciada vai mudar?

Também não deve haver mudanças na rede credenciada das marcas, que continuam as mesmas, assim como as coberturas e condições contratuais dos serviços e produtos ofertados.

Haverá impacto no preço?

Embora a Bradsaúde assegure que as condições dos planos continuarão as mesmas, especialistas acreditam que o novo conglomerado pode resultar em um aumento de preços de serviços de saúde no longo prazo. Isso porque o conglomerado reduz a competitividade no mercado e deve acabar restringindo o acesso, não só aos planos de saúde, mas também a produtos e serviços. Com isso, ao invés de os consumidores terem a cobertura ampliada, como prometem os executivos do Bradesco, as mudanças podem reduzir o acesso de consumidores aos planos mais completos.

No mercado, porém, a estratégia de verticalização é apontada por analistas como uma alternativa para reduzir custos e, assim, viabilizar reajustes menores para os consumidores.

Para entender como funcionam as movimentações de preços dos planos de saúde, vale destacar que os reajustes costumam ser anuais e são aplicados, em geral, no mês de aniversário do contrato, para repor custos médicos e hospitalares.

Nos planos individuais ou familiares, o percentual máximo de aumento é definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que estabelece um teto válido para todas as operadoras nesse tipo de contrato, além de permitir reajustes por faixa etária. Dessa forma, há um controle maior sobre os preços.

Já nos planos coletivos, como os empresariais, o índice não é fixado pela ANS, mas negociado entre a operadora e a empresa ou entidade contratante, o que faz com que os percentuais variem mais e, muitas vezes, sejam mais elevados.

Uma pesquisa do Idec, lançada em 2023, mostrou que planos coletivos representam 80% do mercado e que os aumentos nos valores de suas mensalidades chegaram a ser quase duas vezes maiores do que os sofridos pelos planos individuais no período de cinco anos.

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