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O fim das lâmpadas fluorescentes pode estar próximo. Economia e meio ambiente agradecem

O Brasil assinou um tratado para pôr fim à comercialização de lâmpadas fluorescentes compactas até 2025. O compromisso foi firmado na Conferência das Partes (COP 4) da Convenção de Minamata sobre o Mercúrio. O tratado mundial para eliminar e reduzir o uso de mercúrio – e seus compostos – foi assinado pelos 137 países participantes.

A exposição humana ao mercúrio pode afetar o sistema nervoso, digestivo e imunológico, assim como rins, pele e olhos. Quando essas lâmpadas se quebram e durante os vários estágios de sua produção, o mercúrio e seus componentes são liberados, contaminando ar, solo e água.

Mas ao que tudo indica, em breve, as casas dos brasileiros poderão ser iluminadas somente por lâmpadas de LED, que consomem até 50% menos energia e não contêm metais tóxico, como o mercúrio. Em escala global, banir as lâmpadas fluorescentes compactas economizará 77,8 bilhões de dólares nas contas de eletricidade. E ainda eliminará 26,2 toneladas de mercúrio em todo o mundo, o equivalente a retirar por um mês toda frota de carros do mundo de circulação no acumulado de 2025 a 2050. No Brasil, as lâmpadas de LED em nossas casas podem economizar R$ 1 bilhão por ano nas contas de eletricidade dos consumidores.

Embora o tratado tenha sido um passo importante, adiou-se para a próxima Conferência das Partes em novembro de 2023, a decisão sobre as lâmpadas fluorescentes tubulares, aquelas mais comumente encontradas em escritórios e lojas. Caso elas também fossem banidas em 2025, a economia nas contas de eletricidade seria de US$ 1 trilhão, eliminaria 232 toneladas de mercúrio em todo mundo e evitaria as emissões de gases de efeito estufa equivalente a retirar por um ano inteiro toda frota de carros do mundo de circulação no acumulado de 2025 a 2050.

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