O lucro da chinesa BYD subiu 14% no primeiro semestre, impulsionado pela forte demanda por seus veículos elétricos e por uma expansão agressiva nos mercados internacionais, enquanto a empresa tenta superar ventos contrários no mercado doméstico.
O lucro líquido totalizou 15,5 bilhões de yuans (US$ 2,2 bilhões ou R$ 11, 9 bilhões) nos seis meses encerrados em 30 de junho, informou a montadora em comunicado nesta sexta-feira. A receita avançou 23%, para 371,3 bilhões de yuans (US$ 52 bilhões ou R$ 281,8 bilhões), segundo a empresa.
Atualmente maior fabricante de veículos elétricos do mundo, a BYD vendeu um total de 2,15 milhões de veículos — somando modelos 100% elétricos e híbridos plug-in — no primeiro semestre, alta de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse volume representa menos da metade de sua meta anual de 5,5 milhões de unidades.
A montadora também registrou uma mudança notável no mercado doméstico no segundo trimestre. Enquanto os veículos 100% elétricos continuaram crescendo fortemente, as vendas de híbridos recuaram em relação ao ano passado.
O bom começo de ano da BYD dá lugar agora a um segundo semestre mais desafiador. Os grandes descontos aplicados pela montadora no fim de maio colocaram-na no centro de um ajuste no setor, já que Pequim busca conter a guerra de preços que, teme-se, pode prejudicar o valor das marcas e pressionar financeiramente até mesmo as empresas mais capitalizadas.
Até agora, a campanha teve efeito limitado: as principais marcas de automóveis, incluindo a própria BYD, mantiveram os descontos, aumentaram-nos ou apenas os reduziram levemente em julho. Mas a iniciativa acendeu um alerta no setor, deixando as montadoras em busca de cumprir suas metas anuais de vendas sem recorrer a uma de suas armas mais poderosas.