Em 2025, os fluxos globais de investimento direto estrangeiro (IDE, que são recursos voltados para o setor produtivo) aumentaram 15% em relação a 2024, para US$ 1,66 trilhão. E o Brasil foi o terceiro principal destino desses investidores, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pela OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, grupo que reúne os países mais desenvolvidos do mundo.
Os Estados Unidos permaneceram como líder no ranking global de atração de investimento direto estrangeiro em 2025 (US$ 288 bilhões), seguidos pela China (US$ 80 bilhões) e pelo Brasil (US$ 77 bilhões). Em 2024, o Brasil havia registrado um ingresso de US$ 63 bilhões em IDE – ou seja, no ano passado, houve uma expansão de 22,2% na entrada desses recursos.
No relatório da OCDE, o Brasil também chama a atenção na atração dos chamados investimentos greenfield, ou seja, voltados para projetos novos, que estão sendo construídos do zero. Os países emergentes viram esses investimentos caírem 24% em 2025. Mas o relatório destaca que o Brasil recebeu US$ 40 bilhões para um projeto de datacenter de inteligência artificial que usará energia eólica.