O governo federal antecipou parte dos pagamentos do Bolsa Família de outubro e concentrou os depósitos em três datas. A parcela deste mês também será a primeira com o valor mínimo de R$ 691, após o reajuste de 15% anunciado em setembro.
A mudança foi anunciada nesta segunda-feira (19), seis dias antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Segundo o governo, a medida busca reduzir os impactos previstos do fenômeno climático El Niño sobre as famílias em situação de vulnerabilidade.
A antecipação foi definida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com base em análises sobre o aumento de desastres climáticos e nas previsões para os próximos meses. A unificação dos pagamentos também está prevista para novembro e dezembro.
Veja o calendário de pagamentos de outubro
Os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1 e 2 recebem nas datas previstas no calendário regular. A partir de quarta-feira (21), os pagamentos dos demais grupos serão concentrados em uma única data.
Confira as datas:
- 19 de outubro: NIS com final 1;
- 20 de outubro: NIS com final 2;
- 21 de outubro: NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.
Famílias que vivem em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal recebem o benefício de forma unificada nesta segunda-feira (19), independentemente do final do NIS.
Governo cita aumento de desastres climáticos
Segundo dados apresentados pelo governo, foram reconhecidas 518 situações de emergência ou calamidade pública em agosto e setembro de 2026, mais que o dobro das 253 registradas no mesmo período de 2025.
O aumento foi associado principalmente às tempestades no Sul e à ocorrência de estiagem e seca. Os casos relacionados a esses dois últimos fenômenos passaram de 172 para 239 no período.
Para o último trimestre do ano, as previsões indicam redução das chuvas em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e aumento das precipitações no Sul e em partes do Sudeste e do Nordeste.
De acordo com o governo, a concentração dos pagamentos busca facilitar o acesso aos recursos por famílias que enfrentam os efeitos de secas, enchentes e interrupções no abastecimento. Medidas semelhantes já foram adotadas em situações de emergência, como nas enchentes do Rio Grande do Sul, em maio de 2024.