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PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre. Brasil voltará a ser a 10ª maior economia do mundo este ano, diz FMI

Impulsionada pelo crescimento registrado no primeiro trimestre de 2026, a economia brasileira deverá retornar ao grupo das dez maiores do mundo neste ano, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A expectativa é que o Brasil ultrapasse o Canadá e reassuma a décima posição no ranking global das maiores economias.

Dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% entre janeiro e março em relação ao trimestre anterior. Em 2025, a economia havia encerrado o ano com expansão acumulada de 2,3%.

No ranking elaborado pela Austin Rating com base no desempenho do primeiro trimestre, o Brasil registrou o sexto melhor resultado entre 45 das principais economias do mundo. À frente do país ficaram apenas Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China.

Apesar do avanço recente, o Brasil ocupou a 11ª posição entre as maiores economias globais em 2024 e 2025, segundo estimativas do FMI. O retorno ao grupo dos dez maiores está relacionado tanto ao crescimento econômico quanto à valorização do real frente ao dólar, fator que influencia diretamente o cálculo do PIB em moeda americana.

Como as comparações internacionais são feitas em dólares correntes, variações cambiais podem alterar significativamente o tamanho relativo das economias. Quando o dólar perde valor em relação à moeda local, o PIB medido em dólares aumenta, mesmo que o ritmo de crescimento da atividade econômica permaneça estável.

No caso brasileiro, a valorização do real observada no fim de 2025 e mantida ao longo deste ano contribuiu para melhorar a posição do país no ranking global. Movimento semelhante ocorreu com a Rússia, cujo PIB em dólares também foi beneficiado por fatores cambiais.

FMI eleva projeção para o Brasil

Em abril, o FMI revisou para cima sua estimativa de crescimento para a economia brasileira em 2026. A previsão passou de 1,6% para 1,9%. A melhora ocorre em um cenário de desaceleração global. No mesmo relatório Perspectivas da Economia Mundial (World Economic Outlook), o organismo reduziu sua projeção para o crescimento da economia mundial de 3,3% para 3,1%.

Segundo a avaliação do FMI, o aumento dos preços internacionais do petróleo, provocado pela escalada das tensões no Oriente Médio, favorece países exportadores da commodity. Nesse contexto, tanto Brasil quanto Rússia tiveram suas projeções revisadas para cima.

Com a expansão da produção do pré-sal nos últimos anos, o Brasil consolidou sua posição como exportador líquido de petróleo, o que tende a gerar ganhos adicionais para a economia em períodos de alta das cotações internacionais.

Brasil pode alcançar a nona posição em 2027

Para 2027, o FMI projeta crescimento de 2% para o PIB brasileiro. Embora a taxa seja ligeiramente superior à prevista para este ano, ela ficou 0,3 ponto percentual abaixo da estimativa anterior devido à desaceleração da demanda global, ao aumento dos custos de insumos — incluindo fertilizantes — e ao ambiente financeiro mais restritivo.

Mesmo com um crescimento mais moderado, o Brasil deve continuar avançando no ranking das maiores economias. Pelas projeções do organismo, o país ultrapassará a Rússia em 2027 e passará a ocupar a nona posição mundial, atrás apenas da Itália.

A trajetória de ascensão deve continuar nos anos seguintes. Em 2028, a expectativa é que a economia brasileira supere a italiana e alcance o oitavo lugar, posição que deverá ser mantida até o início da próxima década.

PIB per capita mostra outra realidade

Embora o Brasil figure entre as maiores economias do planeta em termos absolutos, esse indicador não reflete necessariamente o nível de riqueza da população.

Por isso, economistas costumam utilizar o PIB per capita, que divide o valor total produzido pela economia pelo número de habitantes. Essa métrica permite uma comparação mais precisa do nível médio de renda entre os países.

Em 2025, o líder mundial em PIB per capita foi o Principado de Liechtenstein, com US$ 217,9 mil por habitante. Luxemburgo aparece em segundo lugar, com US$ 148,2 mil.

Os Estados Unidos, apesar de possuírem a maior economia do mundo em termos absolutos, ocupam a oitava posição quando o critério é a renda por habitante.

O Brasil registrou PIB per capita de US$ 10,7 mil em 2025, segundo dados do FMI. O valor coloca o país abaixo da Albânia e ligeiramente acima de São Vicente e Granadinas no ranking internacional.

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