A Transparência Internacional-Brasil classificou nesta segunda-feira (21) como um “avanço importante” a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a revisão das regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A entidade, porém, afirmou que ainda é necessário investigar possíveis influências do Banco Master na autarquia.
A manifestação ocorre após mensagens do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostrarem que ele afirmou que atuaria para manter Otto Lobo na presidência da CVM. Lobo negou ter buscado apoio de Vorcaro e afirmou não ter “ingerência sobre conversas privadas de terceiros”.
Segundo a Transparência Internacional, a decisão de Dino reconhece que os problemas identificados no caso Banco Master não se limitam à falta de recursos ou de pessoal na CVM.
Entidade cobra apuração de servidores
A organização também defendeu o avanço das investigações sobre possíveis interferências de servidores da CVM em casos relacionados ao Banco Master e a Vorcaro.
Entre os episódios citados está o arquivamento, em 2022, de uma denúncia que, segundo a entidade, continha informações detalhadas sobre irregularidades que posteriormente vieram à tona no caso envolvendo o banco.
Para a Transparência Internacional, o fortalecimento da CVM depende não apenas de recursos e mudanças nas regras, mas também de mecanismos de independência, integridade, transparência e responsabilização.