A inflação dos Estados Unidos acelerou em abril e atingiu o maior nível em três anos, refletindo os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia americana. O índice de preços ao consumidor (IPC) acumulou alta de 3,8% em doze meses, informou o Departamento de Estatísticas. Em março, a inflação anual havia sido de 3,3%, após registrar 2,4% em fevereiro.
Os preços da gasolina tiveram forte influência no avanço do índice, com alta de 28,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, os reajustes foram disseminados por diversos setores, incluindo alimentos e aluguéis.
A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, continua sem solução definida. Enquanto isso, os preços do petróleo permanecem acima de US$ 100 por barril.
Nos Estados Unidos, o preço médio do galão de gasolina comum chegou a US$ 4,50, ante cerca de US$ 3 antes do conflito, segundo a Associação Americana do Automóvel (AAA), uma alta de aproximadamente 50%.
O futuro da economia americana
Às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, o governo de Donald Trump sustenta que os impactos econômicos são temporários, em meio à preocupação com o poder de compra da população.
Analistas, porém, avaliam que os efeitos da inflação podem se prolongar. Mesmo em caso de manutenção do cessar-fogo e de reabertura do Estreito de Ormuz, economistas afirmam que a normalização da produção de petróleo e das cadeias de transporte deve levar tempo.
Enquanto os preços elevados do petróleo podem gerar reajustes em cadeia em diferentes setores da economia, devido ao encarecimento do transporte, o aumento dos preços dos fertilizantes também tende a pressionar os custos dos alimentos.
Essa é a maior preocupação dos consumidores americanos em relação ao custo de vida e podem influenciar a percepção sobre a economia no período que antecede as eleições legislativas.Nos EUA, inflação é a maior em três anos com efeitos da guerra no Irã.