A inflação de janeiro ficou exatamente na mediana da projeção do mercado, 0,33%, informou o IBGE nesta terça-feira. O resultado repete o IPCA de dezembro, o que mostra estabilidade na taxa.
No acumulado em 12 meses a taxa fechou em 4,44%, frente aos 4,26% fechado em 2025. A previsão, no entanto, é de que a inflação caia, a projeção do Boletim Focus é de um IPCA de 3,97% ao fim de 2026.
Em janeiro, o que mais pesou foram os grupos de transportes, com alta de 0,6%. A gasolina teve uma fatia de contribuição, com alta de 2,06%. Além disso, como é de costume, os valores de passagens de ônibus urbano subiram, o que contribuiu para o aumento.
Já a alimentação em domicílio, inflação que atinge especialmente as camadas mais pobres da população, desacelerou de dezembro para janeiro, de 0,14% para 0,10%. As maiores quedas foram identificadas pelo IBGE no leite longa vida (-5,59%) e no ovo de galinha (-4,48%). No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%).