O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Banco Central. O resultado representa aumento de 66,4% em relação ao déficit de R$ 33,1 bilhões registrado no mesmo mês do ano passado. O resultado considera as contas do governo federal, estados, municípios e empresas estatais, excluindo Petrobras e instituições financeiras.
Em maio, o governo federal respondeu por um déficit de R$ 55,2 bilhões, enquanto estados e municípios registraram saldo negativo de R$ 1,2 bilhão. As empresas estatais, por sua vez, apresentaram superávit de R$ 300 milhões. No acumulado de 12 meses, o déficit primário do setor público chegou a R$ 149 bilhões, equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB). Ao considerar também as despesas com juros da dívida, o déficit nominal foi de R$ 163,7 bilhões em maio. Em 12 meses, o resultado nominal negativo soma R$ 1,26 trilhão, o equivalente a 9,62% do PIB.
O avanço do déficit pressionou o endividamento do país. A dívida bruta do governo geral aumentou 0,9 ponto percentual em maio e alcançou R$ 10,62 trilhões, o equivalente a 81,1% do PIB. Esse é o maior nível da dívida pública desde maio de 2021, durante a pandemia de Covid-19, quando correspondia a 81,4% do PIB, representando o maior patamar em cinco anos.
A trajetória de alta dá continuidade ao movimento observado em 2025, quando a dívida pública federal cresceu 18%, a maior expansão anual desde 2015, superando inclusive o avanço registrado em 2020, durante a pandemia.