Hoje quase 70 milhões de brasileiros estão com CPFs negativados no país. Pensando nisso, o governo federal vai iniciar o programa Desenrola, de renegociação de dívidas, em julho. As renegociações com brasileiros inadimplentes serão feitas com garantia do Tesouro Nacional, o que incentivaria credores a aderir à plataforma digital oferecendo maiores descontos para os devedores.
De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o programa tem potencial de atingir 30 milhões de pessoas que estão com CPFs “negativados”.
Como vai funcionar o Desenrola?
Uma plataforma irá juntar devedores, credores (que darão descontos) e bancos (que financiarão o pagamento das dívidas). Foram incluídos todo tipo de débito, menos as dívidas com o setor público. A maior parte das dívidas negativadas (66,3%) é com varejistas e companhias de água, gás e telefonia, que deverão participar das negociações.
Qual será o juros do refinanciamento?
O pagamento da dívida poderá ser à vista ou por financiamento bancário em até 60 meses, sem entrada, por 1,99% de juros ao mês e primeira parcela após 30 dias. No caso de parcelamento, o pagamento pode ser realizado em débito em conta, boleto bancário e Pix. O pagamento à vista será feito via plataforma e o valor será repassado ao credor. Uma dívida de R$ 1 mil reduzida para R$ 400, por exemplo, poderá ser paga à vista ou parcelada.
Para garantir que os juros sejam atraentes para quem tem dívidas em atraso, o governo fará um aporte de R$ 10 bilhões no Fundo de Garantia de Operações (FGO).
Quem poderá renegociar dívidas?
O programa será voltado para quem recebe até dois salários mínimos e irá negociar até R$ 5 mil em dívidas contraídas até 31/12/2022.