O Banco Central informou que o estoque total de crédito no sistema financeiro cresceu 8% em fevereiro, em comparação com mesmo mês de 2023. Além do aumento dos salários e da queda da inflação, o crédito dará mais um empurrão na economia este ano.
Já a concessão de empréstimos para comprar bens por pessoas físicas cresceu 18% no acumulado em 12 meses até fevereiro, maior alta dos últimos cinco anos. E a taxa média de juros ao consumidor final deverá atingir 46,4% ao ano em dezembro, no menor patamar desde 2019, reagindo ao ciclo de queda da Selic — de agosto ao mês passado, o BC reduziu a taxa básica de 13,75% ao ano para 10,75%.
Mas, os números também mostram que o consumidor está diante de um cenário mais favorável para contrair novas dívidas. O comprometimento da renda das famílias rompeu a barreira dos 30% em dezembro de 2023, pela primeira vez desde outubro de 2021.
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem (IPRI), corrobora a visão de que o brasileiro está mais disposto em aumentar os gastos com bens de maior valor agregado, como móveis e eletrodomésticos, nos próximos 12 meses. Cerca de 41% dos entrevistados disseram que vão consumir mais produtos industriais neste ano frente 2023, enquanto 41% manterão seu consumo estável, e 15% deverão comprar menos.