O aumento da dívida dos EUA e de outros países desenvolvidos foi destacado por duas empresas de classificação de risco, com alerta da S&P Global Ratings de que apenas uma forte pressão do mercado pode alterar a trajetória ruim.
Os EUA, enquanto maior economia do mundo, continua a ser um ponto central de preocupação. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, chegou a dizer que “o nível de dívida que temos não é insustentável, mas a trajetória em que estamos é insustentável”.
As duas análises de economias do G7 e outros pares intensificam o foco no endividamento em uma semana em que dois destes países passam por eleições turbulentas e depois que o Banco de Compensações Internacionais, conhecido como BIS na sigla em inglês, advertiu que os governos estão vulneráveis a uma perda brusca de confiança.
O BIS divulgou um relatório acompanhado de uma advertência do economista-chefe Claudio Borio de que a experiência do mercado mostra que “as coisas parecem sustentáveis até que de repente já não são mais”.
Em outro relatório, a S&P sugeriu que a perspectiva de que EUA, Itália e França consigam manter suas dívidas já elevadas nos níveis atuais é remota.
A Scope Ratings apontou para a pressão que os juros mais elevados irão exercer sobre as posições fiscais dos três países e do Reino Unido – uma mudança que irá “aumentar os riscos para a sustentabilidade da dívida soberana”.
Ambos os relatórios chegam em um momento delicado, com o Reino Unido em plena eleição, Joe Biden sob pressão crescente para abandonar a corrida presidencial nos EUA e os franceses rumo às urnas no fim de semana.