A remuneração dos CDBs pós-fixados está em queda: se há um mês os papéis com vencimento em um ano pagavam 100,86% do CDI, na última quinzena, a rentabilidade média ficou ainda mais próxima da taxa de referência, caindo para 100,06%.
Segundo analistas, o motivo está na procura. Quando a demanda por esses títulos é alta, os emissores tendem a diminuir a rentabilidade oferecida
Com as taxas encolhendo, é essencial escolher bem os ativos na hora de investir. Especialistas afirmam que CDBs que pagam 100,06% do CDI não são descartáveis quando o objetivo é segurança e liquidez.
Mas a avaliação não é consensual. Há quem prefira investir no Tesouro Selic, porque ele oferece maior liquidez e segurança com o mesmo nível de retorno.
Pós-fixados
Na última quinzena, os pós-fixados com vencimento em dois anos pagaram, em média, 100,17% do CDI contra 101,01% no último levantamento. A taxa média dos papéis de seis meses caiu de 102,22% do CDI para 101,95%. O número de emissões também diminui, caindo de 168 para 124.
CDBs de inflação
Menores em números de emissões, os títulos bancários com remuneração atrelada ao IPCA foram mais ofertados na última quinzena: 37 foram disponibilizados ao mercado ante 23 na quinzena anterior e apenas nove há um mês.
O movimento pode ser explicado pela expectativa do aumento da inflação, com investidores buscando proteção contra a alta de preços e bancos diversificando as emissões para atrair mais investidores.
A taxa média dos CDBs de inflação com vencimento em três anos subiu de 5,98% para 6,13%.