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Crédito para pessoas físicas fica mais caro, mostra Banco Central

As taxas de juros cobradas no crédito livre para pessoas físicas aumentou 5,7 pontos percentuais, chegando a 58,3% ao ano, em junho. A informação foi divulgada pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (28), no relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito.

Em junho, a taxa média anual de juros nas concessões foi de 31,5% ao ano, praticamente estável em relação a maio, com uma queda de 0,1 ponto percentual. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento de 3,6 pontos.

No caso das empresas, os juros médios nas linhas de crédito também registraram aumento e chegaram a 24,3% ao ano. A taxa média é 3,5 pontos percentuais acima da registrada em junho de 2024.

Por outro lado, houve recuo de 1,1% no crédito consignado para beneficiários do INSS. A diminuição acontece após o governo implantar, em maio, biometria obrigatória para a liberação do empréstimo.

Cartão de crédito rotativo

Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo desceram 7,9 pontos percentuais em junho, diminuindo para 441,4% ao ano.

Esta foi a menor taxa de juros médios registrada na modalidade neste ano, seguida pelo mês de maio, que teve 449,3% de juros médios cobrados.

O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Caso o cliente deixe de pagar, o banco deverá parcelar o saldo devedor ou oferecer outra forma para quitar a dívida em condições mais vantajosas em um prazo de 30 dias.

Em dezembro de 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu que as operações de juros rotativos a partir de 3 de janeiro deste ano não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida.

Cartão de crédito parcelado

No caso da taxa do cartão de crédito parcelado, os juros médios cobrados também subiram 1,4 pontos percentuais, para 182,5%. Desse modo, a taxa de juros total do cartão de crédito desceu de 90,2% em maio, para 88,7% em junho.

Cheque especial

A segunda linha de crédito mais cara disponível no mercado, o cheque especial, registrou alta de 2,5 pontos percentuais em junho. A taxa de juros média cobrada foi de 137,5%, enquanto no mês anterior foi de 135%.

Crédito consignado

Enquanto isso, o crédito consignado também registrou leve queda, de 0,4 ponto percentual, para 26,3% ao ano. Esta modalidade de empréstimo oferece desconto direto na folha de pagamento.

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