Os preços do petróleo recuaram mais de 5% nesta segunda-feira (25) após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, aumentando as expectativas de um acordo que possa aliviar a crise no Oriente Médio e reduzir as tensões sobre o fornecimento global de energia.
O barril do Brent, referência internacional, chegou a cair 5,23%, sendo negociado a US$ 98,13, enquanto o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, ficou próximo de US$ 91,49, com recuo de 5,29%. Apesar da reação positiva do mercado, o presidente Donald Trump afirmou em publicações nas redes sociais que não pretende “apressar” um acordo, ressaltando que as negociações “ainda não estão totalmente concluídas”. Segundo autoridades americanas, a aprovação final pode levar vários dias.
Ainda assim, permanecem dúvidas sobre pontos centrais do entendimento, como o futuro do programa nuclear iraniano. A agência iraniana Tasnim informou que o esboço do acordo ainda pode fracassar porque Washington estaria bloqueando cláusulas consideradas essenciais por Teerã, entre elas o descongelamento de ativos iranianos.
Os mercados globais de energia vêm sendo fortemente impactados desde fevereiro, quando ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã desencadearam uma escalada militar na região do Golfo Pérsico. O conflito afetou a produção de milhões de barris diários de petróleo e levou ao bloqueio do Estreito de Hormuz, rota estratégica que, em tempos normais, responde por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A possibilidade de reabertura completa da passagem marítima é vista como um alívio para grandes importadores de energia na Ásia, como China, Japão e Coreia do Sul.
Trump também enfrenta pressão política interna para encerrar a crise, especialmente às vésperas das eleições legislativas de novembro, que definirão o controle do Congresso. O conflito elevou os preços dos combustíveis nos Estados Unidos, com a gasolina atingindo neste mês o maior nível desde 2022.