A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgou dados que mostram que este ano o setor varejista vai experimentar um Natal mais fraco do que foi projetado anteriormente. Ainda assim, as vendas devem superar os números do ano passado.
O crescimento este ano será 1,2% do volume de vendas, em relação ao natal anterior. Antes, esperava-se um alta de 2,1%. Segundo a CNC, o comércio deverá movimentar R$ 65,01 bilhões em vendas. O patamar do faturamento ainda deve ficar aquém do observado antes da pandemia. Em 2019, o volume de vendas foi de R$ 67,55 bilhões.
Ainda de acordo com a Confederação, contribuem para o aumento real do faturamento este ano a normalização do fluxo de consumidores, além da melhora do nível de emprego e a desaceleração da inflação, que tende a encerrar o ano abaixo de 6%, inferior aos dois dígitos observados no final de 2021.
Por outro lado, pesam o crédito mais caro e o nível de endividamento da população, que atingiu marca histórica, com cerca de 80% das famílias brasileiras com renda comprometida com dívidas.
Setores que mais faturam no Natal
O segmento de supermercados, que historicamente é o principal responsável pela geração de receitas do comércio varejista, tende a responder por 38,6% (R$ 25,12 bilhões) do volume total movimentado. Em seguida devem aparecer as lojas de vestuário, calçados e acessórios (33,9% do total ou R$ 22,03 bilhões) e as lojas de artigos de usos pessoal e doméstico (12,6% ou R$ 8,19 bilhões).