O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina vai se contrair em 3,5% este ano, segundo estimativas divulgadas pelo Banco Mundial nesta semana. A redução acontece, principalmente, devido a ajustes fiscais bastante extremos, disse William Maloney, economista-chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe, em uma coletiva de imprensa.
Maloney afirmou que baixar a inflação mensal de 25% para 4%, o que é uma conquista importante, requer especificamente colocar as contas fiscais em ordens e poder executar uma política monetária sensata. Com isso, a Argentina deve cumprir as metas estabelecidas no âmbito do empréstimo de US$ 44 bilhões contratado junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em 2025, deve haver um repique na economia argentina, com um crescimento de 5%, de acordo com a previsão da instituição. O país está mergulhado em uma profunda recessão, com uma das taxas de inflação mais altas do mundo (de 236,7% em 12 meses, pelo dado de agosto) e com metade da população na pobreza.