As bolsas de valores dos Estados Unidos operam em queda nesta segunda-feira (31), pressionadas pela forte alta dos preços do petróleo em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A valorização da commodity aumenta as preocupações dos investidores com a inflação e com os possíveis impactos sobre a economia global. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries, também avançam, contribuindo para a pressão sobre os ativos de risco.
Às 11h10, no horário de Brasília, os principais índices de Wall Street registravam:
- Dow Jones: queda de 0,69%, aos 53.189,52 pontos;
- S&P 500: queda de 0,52%, aos 7.671,21 pontos;
- Nasdaq: queda de 0,49%, aos 26.272,12 pontos.
Petróleo sobe mais de 5%
O petróleo opera em forte alta nesta segunda-feira diante do aumento das tensões no Oriente Médio e dos temores de que o conflito possa afetar o transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo.
O Brent, referência internacional, subia 5,38%, a US$ 90,75 por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 2,72%, a US$ 85,67.
Estados Unidos e Irã trocaram ataques pela primeira vez em cerca de um mês. Segundo informações divulgadas no mercado, forças americanas atingiram uma ilha no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã respondeu com ataques contra os Emirados Árabes Unidos e a Jordânia. A mídia iraniana também informou que autoridades apreenderam um navio cargueiro e alegaram que um superpetroleiro que tentava atravessar o estreito teria sido atingido por minas. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo aumenta a pressão sobre os preços da commodity e gera preocupação entre investidores sobre os efeitos na inflação mundial.
Ibovespa sobe com Petrobras
Na contramão das bolsas americanas, o Ibovespa avançava 1,58% nesta segunda-feira, aos 178.448 pontos, às 10h35. A alta da Bolsa brasileira era impulsionada principalmente pelas ações da Petrobras, beneficiadas pela valorização do petróleo no mercado internacional.
Embora o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã eleve as incertezas no cenário global, a alta do petróleo tende a favorecer as empresas produtoras da commodity, entre elas a estatal brasileira.
Dólar recua
O dólar comercial abriu a sessão em queda e devolvia parte da alta registrada na sexta-feira. Às 10h40, a moeda americana recuava 0,63%, cotada a R$ 5,17.
O movimento acompanha uma correção do dólar no mercado internacional e também reflete a valorização do petróleo, que melhora os termos de troca do Brasil e pode favorecer o real.
O mercado de câmbio, porém, pode apresentar maior volatilidade nesta segunda-feira devido à formação da Ptax de fim de mês, taxa de referência utilizada na liquidação de contratos futuros no início de setembro.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, caía 0,12%, aos 99,558 pontos, às 10h45.