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Bolsa de valores no Rio busca fomentar mercado financeiro na cidade: entenda

O Rio de Janeiro voltará a ter uma bolsa de valores após mais de 20 anos. A iniciativa foi confirmada pelo prefeito Eduardo Paes e o CEO do Américas Trading Group (ATG), Claudio Pracownik. A ATG, empresa responsável pela operação da nova bolsa, pertence ao fundo de investimentos Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos.

A nova bolsa de valores do Rio de Janeiro só deve ser inaugurada no 2° semestre de 2025, mas já surge como um possível marco de desenvolvimento para a cidade, visto seu potencial de atração para empresas do setor financeiro, segundo os defensores do projeto.

Vantagens para a cidade

  • Mais empresas do setor financeiro na cidade;
  • maior oferta de emprego nessas empresas, que pagam salários acima da média municipal;
  • aquecimento de outros setores da economia como imobiliário, serviços, gastronômico e etc;
  • aumento da oferta de empregos indiretos;
  • aumento na arrecadação de ISS;
  • e previsão de novos investimentos para o município.

Junto a chegada de novas empresas, uma bolsa de valores forte na cidade tem o poder de movimentar a economia local, gerando empregos, impulsionando o mercado imobiliário e de serviços, além de atrair novos investimentos para o município. Tudo depende, porém, do volume de operações que a nova bolsa vai conseguir atrair.

De acordo com os futuros gestores, a bolsa do Rio chega ao mercado para competir com a B3, a única bolsa de valores autorizada a funcionar no país. Atualmente, a bolsa do Rio está em fase final de obtenção das autorizações regulatórias junto ao Banco Central (BC) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Atividades da nova Bolsa de Valores

  • A negociação de ações, derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, derivativos financeiros, moedas à vista e commodities agropecuárias.
  • Os gestores informaram que a bolsa do Rio irá negociar as mesmas ações da B3, incluindo os papéis das ‘blue chips’ brasileiras, como a Vale do Rio Doce e Petrobras, por exemplo.

Imposto reduzido

O maior incentivo oferecido pelo poder público municipal para a instalação da bolsa de valores no Rio é a redução do ISS (Imposto Sobre Serviços) de 5% para 2%. Com isso, a prefeitura espera atrair as empresas que utilizam a bolsa de valores para fazer negócios.

Além da redução do ISS pela prefeitura, o Governo do Estado também aprovou uma lei para oferecer benefícios fiscais para os “players” desse mercado. Na última quarta-feira (3), o governador Cláudio Castro (PL) sancionou a lei que reduz o ICMS para a instalação e operação de datacenters e para a aquisição de equipamentos para o funcionamento deles em todo o estado. A medida no âmbito estadual tem como objetivo oferecer um ambiente mais favorável para atração de novas empresas, principalmente as do setor financeiro.

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