O dólar terminou a semana em queda de 0,46%, a R$ 5,462, distante do pico de R$ 5,70 que atingiu na última terça-feira (2). A moeda passou por altos e baixos ao longo da semana, em meio a desconfiança do mercado com as contas públicas e críticas do presidente Lula à política monetária, que foram amenizadas nas últimas sessões.
Turbulência na cotação
A moeda norte-americana acumulou várias altas e preocupou o mercado. As influência vieram das preocupações dos investidores com o compromisso fiscal do governo federal e o futuro da política monetária nacional.
Na terça-feira, o dólar chegou a tocar R$ 5,70 e atingiu o maior valor de fechamento desde 10 de janeiro de 2022, a R$ 5,6665, em meio aos ataques do presidente Lula ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e à desconfiança do mercado com o equilíbrio fiscal.
Entretanto, desde quarta-feira (3), com uma mudança no tom de Lula, que reafirmou a responsabilidade com as contas públicas e o cumprimento do arcabouço fiscal, o real voltou a se fortalecer frente ao dólar. Lula anunciou cortes de gastos de R$ 25,6 bilhões no orçamento de 2025, o que também acalmou os ânimos do mercado.