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Veja 3 investimentos para sobreviver à incerteza sobre o dólar

Mesmo o real ganhando sobrevida com falas do presidente da República, o que fez o dólar recuar para R$ 5,46, investidores seguem inseguros. Afinal, o que pode acontecer daqui para a frente com a moeda americana? E, sobretudo, o que fazer para se proteger – e até lucrar – diante desse cenário?

O real, portanto, não deverá ter vida fácil em 2024, mesmo após já ter registrado o pior desempenho do primeiro semestre em uma cesta com 33 divisas, ficando atrás inclusive de de peso argentino, lira turca e peso mexicano. Veja três investimentos para se sobreviver à turbulência que ainda pode vir pela frente.

1. Títulos de inflação em dobro

Considerando o efeito na inflação, ativos com remuneração atrelada ao IPCA, que vêm sendo recomendados há meses, se destacam na estratégia de proteção cambial. Afinal, se o dólar seguir forte e a inflação subir, o investidor estará protegido, mas se a divisa americana perder força ante o real e os juros recuarem, ainda é possível lucrar com a venda antecipada de um título comprado enquanto as taxas estavam mais altas. 

2. De volta ao CDI

O investidor também precisa colocar na conta a possibilidade de os juros no Brasil ficarem altos ou até subirem para controlar a inflação. Nesse contexto, reforçar a parcela de títulos atrelados à Selic ou CDI na carteira pode aumentar a segurança do portfólio. Os prefixados não são recomendados para esse cenário, já que se os juros subirem, os preços desses títulos tendem a cair.

3. Recorra ao dólar

Por fim, investir em títulos de renda fixa nos Estados Unidos também é uma maneira de proteger o patrimônio, adicionando uma parte da rentabilidade da carteira em moeda estrangeira. Existem empresas (brasileiras) que emitem títulos com retorno em dólar, caso das exportadoras, como a JBS; mas, para quem já investe lá fora, há uma infinidade de opções. Os títulos de dívida emitidos pelo Tesouro americano (Treasuries), são recomendados pelos especialistas. O rendimento desses ativos varia, hoje, entre 4,2% ao ano e 5,38% em papéis com vencimento de um mês a 30 anos. 

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