A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor resultado para o período desde o início da série histórica, em 2012. O indicador também ficou abaixo dos 5,3% registrados no trimestre terminado em agosto e dos 5,6% observados no mesmo período de 2025. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população ocupada também atingiu um recorde, chegando a 103,6 milhões de pessoas. O número representa um aumento de 581 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior e de 1,2 milhão na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o total de pessoas desocupadas caiu para 5,6 milhões. São 234 mil pessoas a menos em relação ao trimestre encerrado em junho, uma redução de 4%. Na comparação anual, a queda foi de 6,9%, o equivalente a 417 mil pessoas.
Entre os setores que contribuíram para o aumento da ocupação, a construção civil se destacou. A atividade registrou crescimento de 2,8% no trimestre, com a entrada de 210 mil pessoas no mercado de trabalho. O rendimento médio mensal dos trabalhadores ficou em R$ 3.790. A variação em relação ao trimestre anterior foi considerada estável pelo IBGE. Já na comparação anual, houve aumento real de 3,6%, equivalente a R$ 131.
Número de empregadores também bate recorde
O levantamento mostrou ainda que o número de empregadores chegou a 4,5 milhões, o maior da série histórica. O contingente cresceu 4,3% em relação ao trimestre anterior e 6,4% na comparação com o mesmo período de 2025.
O setor público também registrou recorde, com 13,2 milhões de trabalhadores. O resultado ficou estável no trimestre e apresentou alta de 2,5% em um ano. De acordo com o IBGE, as contratações municipais, principalmente na área da educação, ajudaram a impulsionar o crescimento.
No setor privado, o país tinha 39,4 milhões de empregados com carteira assinada e 13,7 milhões sem carteira. Os dois grupos apresentaram estabilidade nas comparações trimestral e anual. O mesmo ocorreu entre os trabalhadores por conta própria e os empregados domésticos.