A Bolsa brasileira reduziu as perdas ao longo da manhã desta sexta-feira (30), após iniciar o pregão em queda. O Ibovespa recuava 0,33%, aos 168.638 pontos, por volta das 11h, pressionado principalmente por ações de bancos e empresas ligadas ao consumo doméstico. A alta do petróleo e os resultados corporativos ajudavam a limitar o movimento negativo.
Entre as maiores altas do índice, estavam as ações da Vale, que avançavam 4,01%, após a divulgação do balanço da companhia na véspera. Os papéis preferenciais da Petrobras também subiam 2,4%, acompanhando a valorização de cerca de 2% do petróleo no mercado internacional.
Na outra ponta, ações de empresas mais sensíveis aos juros e ao consumo registravam perdas. Os papéis do BTG Pactual recuavam 3,33%, enquanto os do Bradesco caíam 1,3%. Renner e C&A também operavam em baixa, com recuos de 3,3% e 3,6%, respectivamente.
Bolsas de Nova York caem com pressão sobre empresas de tecnologia
No exterior, as bolsas de Nova York operavam em queda, em meio à reação dos investidores a resultados abaixo das expectativas de empresas de tecnologia e às dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial. Por volta do início do pregão, o Dow Jones recuava 0,42%, o S&P 500 caía 1,18% e o Nasdaq registrava baixa de 2,1%.
O mercado de criptomoedas também enfrentava turbulências. O bitcoin caiu abaixo de US$ 77 mil, ampliando as perdas após a Binance revelar um ataque hacker de grandes proporções, que reacendeu preocupações sobre a segurança dos ativos digitais.
Petróleo sobe ao maior valor desde abril
O petróleo avançava cerca de 2% nesta sexta-feira, com o barril do tipo Brent negociado a US$ 117,23, o maior valor desde 29 de abril. A alta ocorre em meio à retomada das preocupações com a possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, aumentando os temores de uma escalada das tensões no Oriente Médio.
O presidente americano, Donald Trump, voltou a ameaçar retomar os ataques aéreos após as eleições legislativas de meio de mandato da próxima semana.
Dólar sobe e juros futuros avançam
No mercado de câmbio, o dólar subia 1,17%, cotado a R$ 5,45. O movimento ocorria na contramão do mercado internacional, onde o índice DXY, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de divisas, recuava 0,15%. Na semana, a moeda americana acumulava valorização próxima de 9%.
Segundo analistas, a indefinição sobre a condução da política econômica e a composição da futura equipe econômica continuam pressionando os ativos brasileiros, em meio às preocupações com o equilíbrio das contas públicas.